Ainda sou tua,
O meu corpo ainda é teu,
O espelho ainda reflecte a tua imagem.
Gostava de já não ser tua,
Gostava que o meu corpo já não te pertencesse,
mas pertencesse a quem nunca deveria ter deixado de pertencer,
a mim.
É difícil reconhecer-me de volta,
aceitar-me de novo,
acolher-me outra vez.
Como a mãe que rejeita a cria,
apesar de ser sua.
Porque já cresceu, já está diferente, já não a reconhece.
Assim sou eu,
Já não me reconheço.
Porque um dia fui tua,
Porque ainda o sou.
13 de outubro de 2010
9 de outubro de 2010
Estou cansada
Estou cansada das pessoas.
Estou cansada de jogos,
de sentimentos maus,
de me desiludir,
de ver coisas onde não existem.
Ou existiram?
Amizades que não foram mais
do que sonhos na minha cabeça.
Ando a sonhar muito...
As pessoas cansam-me
porque conseguem ser desumanas às vezes.
Gostam de fingir ser o que não são,
de dizer que são e não são nada.
O cansaço tira-me as forças,
existir custa!
Na nossa ingenuidade nada fizemos
e acusam-nos de termos feito,
de termos dito.
E desiludem-se connosco.
E eu desiludo-me com elas,
as pessoas.
Estou cansada.
Estou cansada de jogos,
de sentimentos maus,
de me desiludir,
de ver coisas onde não existem.
Ou existiram?
Amizades que não foram mais
do que sonhos na minha cabeça.
Ando a sonhar muito...
As pessoas cansam-me
porque conseguem ser desumanas às vezes.
Gostam de fingir ser o que não são,
de dizer que são e não são nada.
O cansaço tira-me as forças,
existir custa!
Na nossa ingenuidade nada fizemos
e acusam-nos de termos feito,
de termos dito.
E desiludem-se connosco.
E eu desiludo-me com elas,
as pessoas.
Estou cansada.
3 de outubro de 2010
Como eu
Hoje o dia chorou, como eu.
Se calhar também está triste, como eu.
Ou triste, ou pensativo, ou melancólico.
Se calhar descobriu que não valeu a pena,
que tudo foi em vão.
Se calhar viu o futuro destruído a seus pés,
o presente um turbilhão,
o passado uma recordação.
Se calhar não é amado,
como eu.
Se calhar também está triste, como eu.
Ou triste, ou pensativo, ou melancólico.
Se calhar descobriu que não valeu a pena,
que tudo foi em vão.
Se calhar viu o futuro destruído a seus pés,
o presente um turbilhão,
o passado uma recordação.
Se calhar não é amado,
como eu.
28 de junho de 2010
Firmin, Sam Savage

"Encontrei conforto na ideia ridícula de que tinha um Destino. E comecei a viajar no espaço e no tempo, através dos livros, para o procurar."
Que livro lindo! Está a ser delicioso lê-lo (já há muito tempo que nenhum livro o era...) Aconselho mais que vivamente!!
Firmin é um "rato de biblioteca" enternecedor *.* Pela sua incapacidade de odiar, pelo amor que sente pelas coisas, na vontade de as amar, no querer entender o mundo e todas as regras que o constituem, em tentar compreender o comportamento dos homens ensina-nos a não perder a capacidade de amar. Um ratinho com muito a ensinar ao ser humano!! Façam o favor de ler...
10 de abril de 2010
Teatro
" NINA - Olhe que é difícil representar na sua peça. É uma peça em que não há pessoas vivas.
TRÉPLEV - Pessoas vivas! A vida não tem que ser representada como é nem como deveria ser, mas como se nos afigura nos sonhos."
A Gaivota
Anton Tchékhov
TRÉPLEV - Pessoas vivas! A vida não tem que ser representada como é nem como deveria ser, mas como se nos afigura nos sonhos."
A Gaivota
Anton Tchékhov
22 de março de 2010
Grande? Não, pequena!
A tua grandeza é a minha pequenez.
A tua riqueza faz-me sentir pequenina.
Eu sou eu.
Sei disso.
Mas é tão difícil ser eu,
quando és grande
quando mostras ser rico,
quando me tornas nada na tua importância.
Não posso ser eu,
mas não posso ser como tu.
Porque não sou tu.
Sou eu.
A diferença faz-me pequenina,
mas não posso ser grande,
porque és demasiado grande
e preenches tudo
e não há espaço para mim.
Não sobra nada.
Só eu e a tua riqueza.
Nem notas em mim
Nem vês a minha pequenez.
Mas eu vejo.
Mas eu sinto.
A tua riqueza faz-me sentir pequenina.
Eu sou eu.
Sei disso.
Mas é tão difícil ser eu,
quando és grande
quando mostras ser rico,
quando me tornas nada na tua importância.
Não posso ser eu,
mas não posso ser como tu.
Porque não sou tu.
Sou eu.
A diferença faz-me pequenina,
mas não posso ser grande,
porque és demasiado grande
e preenches tudo
e não há espaço para mim.
Não sobra nada.
Só eu e a tua riqueza.
Nem notas em mim
Nem vês a minha pequenez.
Mas eu vejo.
Mas eu sinto.
9 de outubro de 2009
Aula de Introdução ao Estudo da Literatura
"Será melhor chamar-lhe, então, reunião de várias componentes vivas, movidas por um espírito único. As componentes vivas são as palavras, as imagens, os ritmos. O espírito é a vida que as habita quando tudo converge para a mesma finalidade. É impossível dizer o que acontece primeiro, se são as diferentes partes a surgir se é o espírito que as comanda. Mas se qualquer uma delas estiver morta... se, no acto de ler, algumas das palavras, das imagens, dos ritmos, não contiverem vida em si... então o novo ser fica mutilado e o espírito doente. É por isso que, enquanto poeta, cada um deve certificar-se de que todas as componentes sobre as quais se pode exercer controlo, as palavras, as imagens, os ritmos, existem coisas como coisas vivas."
TED HUGHES, O fazer da Poesia
Hoje, na minha aula de Introdução ao Estudo da Literatura, a minha disciplina favorita, debatemos o papel do poeta e a sua relação com as palavras. Ora esta relação mais não é do que uma relação entre o criador e a matéria prima, ao passo que o falante comum apenas se serve das palavras, como se estas fossem um prolongamento do seu corpo, dos seus sentidos.
E a nossa relação com as palavras qual é?
TED HUGHES, O fazer da Poesia
Hoje, na minha aula de Introdução ao Estudo da Literatura, a minha disciplina favorita, debatemos o papel do poeta e a sua relação com as palavras. Ora esta relação mais não é do que uma relação entre o criador e a matéria prima, ao passo que o falante comum apenas se serve das palavras, como se estas fossem um prolongamento do seu corpo, dos seus sentidos.
E a nossa relação com as palavras qual é?
2 de agosto de 2009
De regresso ^^
Allô!!
Há tanto tempooo! Pois é... Após o pedido de variadíssimas famílias (ui ui!!)cá me apresento eu de novo, depois de um curto espaço de tempinho (mais a atirar para o longo, mas ninguém se chateia!).
Tenho andado afastada das lides cibernáuticas, como já é bom de ver! Acabei a escola, exames,´começo de férias, preparação para a escola superior de teatro, exames da escola superior de teatro, namorar, cinemas, voluntariado, mais namoro :P, resultados da escola superior (nada gostosos), novos resultados da escola superior (nada satisfatórios, mas lá deu para passar à fase seguinte :D). E pronto, tem sido isto...
Muito sofrimento!! Então não é que passei mais de duas semanas para saber os belos dos resultados da escola superior? Morte às pessoas que inventaram estes exames (no mínimo ridículos)! Prova de corpo (expressão dramática) compreende-se, prova de improviso/interpretação/monólogo também, prova de voz ainda é naquela, mas prova de entrevista é para o suicídio! Em moldes gerais é para avaliar a competência cultural do indíviduo que ali se apresenta a querer ser actor. Eu entendo que seja necessário estabelecer diferenças entre os vários candidatos (este ano 200 a concorrer a 21 vagas). Mas o que me interessa a mim saber a vida do Spielberg ou o filme que tornou célebre o Tom Hanks? E se apenas sei tudo sobre a Comuna e a carreira artística do sr. João Mota, a teoria do espaço vazio, a vida do Peter Brook atribuem-me 11??? Entao? É teatro, minha gente!! Para começar, chegamos lá e a prova é colectiva! Todos julgavamos que seríamos chamados 1 a 1 para um questionário, mas não! É ali ao molho, 1 a 1 à frente dos outros para nos achincalharem e humilharem! Depois são antipáticos e com cara de jurí dos ídolos. Mesmo quando uma pessoa dá a resposta certa acha sempre que está errado. Para quê, meus senhores? Uma pessoa já não está nervosa que baste? Já não se sente uma formiga no meio daquela gente toda entendida e intelectual? Já para não falar que se conhecem todos e estabelecem entre si um códiogo que (ainda) me é alheio... É extraterrestrês para mim! E vá lá! Lá consegui passar com média de 10, mesmoooo no limite :)
Bom, me despeço! Beijinhos maltinha ^^
Boas férias
Há tanto tempooo! Pois é... Após o pedido de variadíssimas famílias (ui ui!!)cá me apresento eu de novo, depois de um curto espaço de tempinho (mais a atirar para o longo, mas ninguém se chateia!).
Tenho andado afastada das lides cibernáuticas, como já é bom de ver! Acabei a escola, exames,´começo de férias, preparação para a escola superior de teatro, exames da escola superior de teatro, namorar, cinemas, voluntariado, mais namoro :P, resultados da escola superior (nada gostosos), novos resultados da escola superior (nada satisfatórios, mas lá deu para passar à fase seguinte :D). E pronto, tem sido isto...
Muito sofrimento!! Então não é que passei mais de duas semanas para saber os belos dos resultados da escola superior? Morte às pessoas que inventaram estes exames (no mínimo ridículos)! Prova de corpo (expressão dramática) compreende-se, prova de improviso/interpretação/monólogo também, prova de voz ainda é naquela, mas prova de entrevista é para o suicídio! Em moldes gerais é para avaliar a competência cultural do indíviduo que ali se apresenta a querer ser actor. Eu entendo que seja necessário estabelecer diferenças entre os vários candidatos (este ano 200 a concorrer a 21 vagas). Mas o que me interessa a mim saber a vida do Spielberg ou o filme que tornou célebre o Tom Hanks? E se apenas sei tudo sobre a Comuna e a carreira artística do sr. João Mota, a teoria do espaço vazio, a vida do Peter Brook atribuem-me 11??? Entao? É teatro, minha gente!! Para começar, chegamos lá e a prova é colectiva! Todos julgavamos que seríamos chamados 1 a 1 para um questionário, mas não! É ali ao molho, 1 a 1 à frente dos outros para nos achincalharem e humilharem! Depois são antipáticos e com cara de jurí dos ídolos. Mesmo quando uma pessoa dá a resposta certa acha sempre que está errado. Para quê, meus senhores? Uma pessoa já não está nervosa que baste? Já não se sente uma formiga no meio daquela gente toda entendida e intelectual? Já para não falar que se conhecem todos e estabelecem entre si um códiogo que (ainda) me é alheio... É extraterrestrês para mim! E vá lá! Lá consegui passar com média de 10, mesmoooo no limite :)
Bom, me despeço! Beijinhos maltinha ^^
Boas férias
25 de fevereiro de 2009
desconstruindo...
Porque nem tudo o que construimos permanece firme, estou em processo de desconstrução. Tem de ser, é o melhor. Para mim.
Percebi que nunca passou de um "nós" imaginário e só meu. Nunca passasaste de fantasia ou sonho que pensei real.
Mas mesmo assim, o vazio apodera-se de mim. Preenche-me um vento, um frio percorre-me enquanto me gela.
Percebi que nunca passou de um "nós" imaginário e só meu. Nunca passasaste de fantasia ou sonho que pensei real.
Mas mesmo assim, o vazio apodera-se de mim. Preenche-me um vento, um frio percorre-me enquanto me gela.
19 de novembro de 2008
^^
André Sardet - Adivinha O Quanto Gosto De Ti
Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas nem sei o que escrever,
sinto as pernas a tremer quando sorris para mim, quando deixo de te ver...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como hei-de contar,
até já fiz um avião com um papel azul,mas voou da minha mão...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Quantas vezes parei à tua porta,
quantas vezes nem olhaste para mim,
quantas vezes eu pedi que adivinhsses, o quanto eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas nem sei o que escrever,
sinto as pernas a tremer quando sorris para mim, quando deixo de te ver...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como hei-de contar,
até já fiz um avião com um papel azul,mas voou da minha mão...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Quantas vezes parei à tua porta,
quantas vezes nem olhaste para mim,
quantas vezes eu pedi que adivinhsses, o quanto eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
10 de novembro de 2008
castelos de areia...
" - Por favor... Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava [...], mas não tenho tempo. Tenho amigos por descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é preciso fazer?
- É preciso teres muita paciência, Primeiro sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada [...] todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto..."
"Principezinho", Saint - Exupéry
Acordei de mau-humor. Já ouviram falar na terapia de ler? Pois bem... Impelida pela vontade de me sentir bem disposta, quis reler "O principezinho". É daqueles livros que tenho sempre à mão. Pela sua simplicidade, mostra-nos a verdade da vida.
Acima encontra-se o meu excerto preferido, é nele que aprendemos a contruir uma (relação de)amizade.
Uma relação pode ser difícil de contruir, como um castelo de areia. Primeiro começa frágil, com pequenos grãos que voam à primeira brisa. Depois, com o tempo, vamos juntando condimentos (no castelo de areia, água por exemplo) até se tornar daquela areia dura e sólida, aquela que se encontra à beira-mar. Aí, quando passa de frágil a areia dura, mesmo com a maior das ventanias, o castelo não desaba. E mesmo que os grãos se queiram começar a soltar, lá estaremos nós, com a pá sempre à mão, para os voltar a juntar.
- Eu bem gostava [...], mas não tenho tempo. Tenho amigos por descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é preciso fazer?
- É preciso teres muita paciência, Primeiro sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada [...] todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto..."
"Principezinho", Saint - Exupéry
Acordei de mau-humor. Já ouviram falar na terapia de ler? Pois bem... Impelida pela vontade de me sentir bem disposta, quis reler "O principezinho". É daqueles livros que tenho sempre à mão. Pela sua simplicidade, mostra-nos a verdade da vida.
Acima encontra-se o meu excerto preferido, é nele que aprendemos a contruir uma (relação de)amizade.
Uma relação pode ser difícil de contruir, como um castelo de areia. Primeiro começa frágil, com pequenos grãos que voam à primeira brisa. Depois, com o tempo, vamos juntando condimentos (no castelo de areia, água por exemplo) até se tornar daquela areia dura e sólida, aquela que se encontra à beira-mar. Aí, quando passa de frágil a areia dura, mesmo com a maior das ventanias, o castelo não desaba. E mesmo que os grãos se queiram começar a soltar, lá estaremos nós, com a pá sempre à mão, para os voltar a juntar.
6 de outubro de 2008
Recomeço...
Manta Rota, Algarve
Começo por pedir desculpa por não vir cá há tanto tempo.
Sinto-me como se tivesse começado a escrever num diário, mas depois não continuasse (penso que já vos aconteceu!!).
Bom, já começou mais um ano lectivo! Espero que as férias tenham sido boas e que tenham entrado todos com o pé direito no regresso escolar! :)
Para mim, este vai ser o último ano naquela escola e, ironicamente, já começo a sentir saudades (sim, eu sei, lamechices minhas!!). Ainda ontem me estava a habituar àquela escola, a aprender a andar de transportes públicos, a lidar com a liberdade e com um ritmo totalmente novo e hoje já estou a um passo da faculdade!
Para o ano que vem vou tentar entrar na Escola Superior de Teatro e é por esse motivo que não tenho vindo aqui! Encontro-me em ensaios para uma nova peça, desta vez uma peça infantil de Natal que não tarda em estrear. Vou integrar elenco "itinerante" (que vai circular pelas escolas) ao passo que haverá também o fixo, só lá na Casa do Artista. Comecei em ensaios mal cheguei de férias e por esse motivo está a ser um início de ano... diferente! Horário novo, ensaios todas as noites da peça, término de algumas actividades minhas e stand-by de outras, mas a vida é feita de escolhas e eu escolhi de acordo com as minhas actuais prioridades.
Prometo que postarei com mais regularidade (ou pelo menos, vou tentar!)
Beijinhos grandes,
Joaninha =)
PS: Não podia acabar este post sem mencionar um blog recente de uma grande amiga minha, uma futura grande cinematográfica do nosso país 8ainda vão ouvir falar muito dela!). Se tiverem curiosidade, espreitem: movimento7arte.blogspot.com
1 de junho de 2008
Crianças...
Voa lá no alto
A bolinha de sabão
Leva consigo a infância
Carregada de imaginação.
Sobe, sobe o balão
Sendo como as crianças a crescer
Vão evoluindo de dia para dia
Qualquer dia já estão a ler!
Aprendo tanto com elas
Estão-me sempre a cativar
Partilho as alegrias do dia
A elas me irei sempre dar,
Porque me merecem de corpo alma
Merecem todo o meu coração
Trabalho duro, mas compensa
Dar-lhes sempre a mão.
Chego a casa cansada
Mas também muito feliz
Será este o meu futuro?
Porque é que isso ninguém me diz?
Vou-me dedicando às crianças
Nestas minhas férias
Com elas estou todos os dias
Brincando e tendo conversas sérias.
Pureza e malandrice:
Inocência singular
Para os perigos não estão avisadas,
Só querem é sempre brincar!
Meigas, ternas e verdadeiras
Assim são as crianças.
Delas me irei sempre recordar
Encheram já a minha vida de lembranças.
Ensino músicas e brincadeiras
E delas retenho os sorrisos
Com simplicidade e satisfação
Dou os abraços que forem precisos!
A bolinha de sabão
Leva consigo a infância
Carregada de imaginação.
Sobe, sobe o balão
Sendo como as crianças a crescer
Vão evoluindo de dia para dia
Qualquer dia já estão a ler!
Aprendo tanto com elas
Estão-me sempre a cativar
Partilho as alegrias do dia
A elas me irei sempre dar,
Porque me merecem de corpo alma
Merecem todo o meu coração
Trabalho duro, mas compensa
Dar-lhes sempre a mão.
Chego a casa cansada
Mas também muito feliz
Será este o meu futuro?
Porque é que isso ninguém me diz?
Vou-me dedicando às crianças
Nestas minhas férias
Com elas estou todos os dias
Brincando e tendo conversas sérias.
Pureza e malandrice:
Inocência singular
Para os perigos não estão avisadas,
Só querem é sempre brincar!
Meigas, ternas e verdadeiras
Assim são as crianças.
Delas me irei sempre recordar
Encheram já a minha vida de lembranças.
Ensino músicas e brincadeiras
E delas retenho os sorrisos
Com simplicidade e satisfação
Dou os abraços que forem precisos!
4 de maio de 2008
3 de maio de 2008
És especial, sabes porquê?
Pelo canto do olho, visualizei-te em mais uma das tuas saborosas escritas. A tua cara, expressando um imenso prazer, cingia-se aos teus olhos, que reviam as escritas já dispostas no teu caderninho, do qual dependes. Sei reconhecer quando precisas de desabafar. Ou talvez penso saber. Quando num momento da tua perfeita simplicidade escreves, logo demonstras uma intíma satisfação. Ninguém compreende esse teu prazer. Talvez porque não depende de nada como tu da escrita...
Agarras a caneta com que escreves, como o oleira agarra o seu barro, o seu instrumento de ofício e de expressão. Pegas numa ideia que te aflora a mente, ainda em bruto e transformas, criando um vaso novo. As linhas do papel do teu caderno são como pautas, onde dispões mais uma das tuas melódicas reflexões, memórias ou histórias imaginadas. Como por um toque mágico, letras surgem no papel, desenhando com a tinta que recheia a caneta em que pegas, movimentos circulares. Quando isto acontece, o Mundo pára. Não há Universo à tua volta, só tu e a escrita.
Quando escreves não existe mais nada, porque toda a gente está no movimento ondulante da caneta sobre o papel. Letras surgem, palavras e frases revelam no que pensas. Pões-te no papel sob forma de palavras. Como o consegues, não sei. Como que através de pózinhos encantados, entras num mundo novo e único, só teu, criado por ti, interdito a todos, mas conhecido até do mais distraído. Ora sorris, ora te comoves. Ora fazes sorrir, ora comoves. Às vezes páras. E tudo volta ao normal. Respiras e o Mundo volta a girar sobre si e sobre o Sol. Tu olhas-me e esboças-me um sorriso só teu, também ele único, como aliás é tudo onde estás. Transformas à tua chegada, à tua passagem. Percebo nos teus olhos quando sentes que concluiste. Depois, relês o que escreveste. Às vezes, não continuas, achas ridículo tudo o que escreveste. Outras vezes, recomeças e concluis onde havias terminado e novamente o Mundo volta a parar. Os relógios dos outros continuam, mas o teu não. Estagna no tempo, num tempo só dele e teu. Porque no teu mundo não há horas, nem minutos, nem segundos...
Como me irei recordar sempre de ti! Fazes imaginar como será o teu mundo, que tanta paz e calma te dá. Tenho um parecido, sabes? Mas não escrevo, represento antes o que outros escreveram, onde sou o que outros imaginaram, sinto o que outros querem que eu sinta, digo o que outros pensaram para eu dizer. Rio e faço rir, choro e faço chorar. Concentro-me no público e no que sentem quando sinto. Como tu te concentras no que crias. A caneta apodera-se de ti, invade-te e já nem dás por ti, já nem te sentes, já nem sabes de ti.
Quando finalmente pensas que concluiste, regozijas-te e passas aquela folha, recomeças a escrita. E lá te volto a visualizar, pelo canto do olho, em mais uma das tuas saborosas escritas...
12 de abril de 2008
E tu, o que serias?
Se fosse um mês: Julho
Se fosse um dia da semana: Sábado
Se fosse uma hora do dia: 25h00
Se fosse uma direcção: aos zigue-zagues
Se fosse um móvel: uma estante
Se fosse uma bebida: água
Se fosse um pecado: a gulaSe fosse uma pedra: uma cheia de cores
Se fosse uma árvore: uma árvore muito forte e alta, que albergasse em si uma casinha de madeira
Se fosse uma fruta: melancia
Se fosse uma flor: um malmequer
Se fosse um clima: quente, cheio de Sol
Se fosse um instrumento musical: uma guitarra
Se fosse um elemento: a água
Se fosse uma cor: branco
Se fosse uma criatura fantástica: uma sereia
Se fosse um insecto: uma formiga
Se fosse um som: o dedilhar de uma guitarra, um riso
Se fosse uma música: uma melodia instrumental, calma e única
Se fosse um sentimento: melancolia, alegria
Se fosse uma personagem da mitologia grega: não conheço mitologia grega, nem sei os nomes, mas seria a deusa do teatro (existe? XD)
Se fosse uma comida: bacalhau (de qualquer maneira: à bras, à gomes de sá, até cozido!)
Se fosse uma palavra: melancolia
Se fosse um lugar: um palco
Se fosse um sabor: chocolate
Se fosse um cheiro: a pão acabadinho de fazer, quentinho
Se fosse um verbo: representar
Se fosse um objecto: uma borracha
Se fosse uma parte do corpo: as unhas
Se fosse uma expressão facial: o choro
Se fosse uma personagem de desenho animado: Heidi
Se fosse um filme: "Chocolate"
Se fosse um número: 13
Se fosse uma estação: o Verão
Se fosse um acento: o til (~)
Se fosse um sinal de pontuação: o ponto de interrogação (?)
Se fosse uma peça de calçado: umas sandálias
Se fosse um acessório: um brinco
Se fosse um adjectivo: feliz
Se fosse um gesto: olhar
Se fosse um tique: arrumar
Se fosse um quadro: um desenho da minha irmã
Se fosse um dia da semana: Sábado
Se fosse uma hora do dia: 25h00
Se fosse uma direcção: aos zigue-zagues
Se fosse um móvel: uma estante
Se fosse uma bebida: água
Se fosse um pecado: a gulaSe fosse uma pedra: uma cheia de cores
Se fosse uma árvore: uma árvore muito forte e alta, que albergasse em si uma casinha de madeira
Se fosse uma fruta: melancia
Se fosse uma flor: um malmequer
Se fosse um clima: quente, cheio de Sol
Se fosse um instrumento musical: uma guitarra
Se fosse um elemento: a água
Se fosse uma cor: branco
Se fosse uma criatura fantástica: uma sereia
Se fosse um insecto: uma formiga
Se fosse um som: o dedilhar de uma guitarra, um riso
Se fosse uma música: uma melodia instrumental, calma e única
Se fosse um sentimento: melancolia, alegria
Se fosse uma personagem da mitologia grega: não conheço mitologia grega, nem sei os nomes, mas seria a deusa do teatro (existe? XD)
Se fosse uma comida: bacalhau (de qualquer maneira: à bras, à gomes de sá, até cozido!)
Se fosse uma palavra: melancolia
Se fosse um lugar: um palco
Se fosse um sabor: chocolate
Se fosse um cheiro: a pão acabadinho de fazer, quentinho
Se fosse um verbo: representar
Se fosse um objecto: uma borracha
Se fosse uma parte do corpo: as unhas
Se fosse uma expressão facial: o choro
Se fosse uma personagem de desenho animado: Heidi
Se fosse um filme: "Chocolate"
Se fosse um número: 13
Se fosse uma estação: o Verão
Se fosse um acento: o til (~)
Se fosse um sinal de pontuação: o ponto de interrogação (?)
Se fosse uma peça de calçado: umas sandálias
Se fosse um acessório: um brinco
Se fosse um adjectivo: feliz
Se fosse um gesto: olhar
Se fosse um tique: arrumar
Se fosse um quadro: um desenho da minha irmã
Etiquetas:
se
19 de março de 2008
Teatro...
Pois é... Estas férias têm sido diferentes.Para quem ainda não sabe, estou a fazer uma peça de teatro: 'À Procura de Shakespeare'. Tenho tido ensaios todas as noites e tenho andando um pouco ausente do resto do mundo, porque não se trabalha só no palco, também é muito importante o trabalho depois em casa (revisão de textos e intenções, ensaios em frente a espelho...). Estou a fazer de Ofélia (da peça Hamlet).
A peça encontra-se em cena no Teatro Armando Cortez (Casa do Artista), todos os Sábados, às 22 horas. Quem quiser saber mais vá a http://www.aprocuradeshakespeare.blogspot.com/
Espero ver-vos lá! Divulguem aos vossos contactos sff.
Beijinhos e desejem-me sorte =)
Etiquetas:
teatro
5 de março de 2008
Olhares...
Olhaste-me. Olhei-te
de volta, sem hesitar.
A tua beleza singular cativou-me,
logo após a troca do nosso olhar.
Bondade, humildade,
ternura, nunca hão-de escassear em ti.
Tens medo de fracassar,
por isso não queres amar.
E tão bom! Sentir
calor, quando te vejo,
imaginar o teu beijo,
sorrir ao teu gracejo.
Não me olhaste. Não te olhei
de volta, hesitante.
Cativaste-me de instante,
cativaste-me, amante.
de volta, sem hesitar.
A tua beleza singular cativou-me,
logo após a troca do nosso olhar.
Bondade, humildade,
ternura, nunca hão-de escassear em ti.
Tens medo de fracassar,
por isso não queres amar.
E tão bom! Sentir
calor, quando te vejo,
imaginar o teu beijo,
sorrir ao teu gracejo.
Não me olhaste. Não te olhei
de volta, hesitante.
Cativaste-me de instante,
cativaste-me, amante.
Etiquetas:
poema
7 de fevereiro de 2008
À PROCURA DE SHAKESPEARE
"À Procura de Shakespeare" é o primeiro espectáculo com estreia na Internet e em directo. Da autoria de José Lobato (meu mestre e grande professor dessa grande arte que é representar), a peça junta vários excertos das variadas obras de William Shakespeare, com um elenco do melhor! Um espetáculo a não perder! 5***** De 1 de Fevereiro a 1 de Março na Casa do Artista (Teatro Arando Cortez), sextas e sábados, às 22 horas e com posterior digressão. A peça revela um sonho realizado por parte das excelentes pessoas que integram o elenco, do qual, felizmente, tenho o prazer e o gosto de me poder considerar amiga e fico mesmo muito feliz por eles :)Eu fui à ante-estreia e é um espectáculo muito muito bom!
Sites onde se podem informar sobre esta magnífica peça:
Etiquetas:
teatro
1 de fevereiro de 2008
Carnaval
E cá estamos nós em mais um Carnaval! Mais um ano em que certamente haverão brincadeiras parvas, como aquelas em que se utilizam bombinhas e outros objectos maus. Depois, claro! Admiram-se dos amus resultados. Ok, talvez esteja a ser drásticas, mas reparem: Carnaval - férias - diversão, certo? Será que a única diversão que existe nesta época é a fazer mal aos outros? Brincadeira e maldade são coisas diferentes, pelo menos para mim! Mascarar-se pode ser divertido, quando se está entre amigos. Aproveitem estas mini-férias para fazerem coisas que nunca fizeram ou relembrar momentos passados. Para quê desperdiçar tempo com coisas inúteis? Eu não compreendo.Desejo então um óptimo Carnaval a todos (sem brincadeiras parvas). Divirtam-se, descansem, "musiquem", namorem, riam, basicamente vivam!
Beijinhos =)
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