" NINA - Olhe que é difícil representar na sua peça. É uma peça em que não há pessoas vivas.
TRÉPLEV - Pessoas vivas! A vida não tem que ser representada como é nem como deveria ser, mas como se nos afigura nos sonhos."
A Gaivota
Anton Tchékhov
10 de abril de 2010
22 de março de 2010
Grande? Não, pequena!
A tua grandeza é a minha pequenez.
A tua riqueza faz-me sentir pequenina.
Eu sou eu.
Sei disso.
Mas é tão difícil ser eu,
quando és grande
quando mostras ser rico,
quando me tornas nada na tua importância.
Não posso ser eu,
mas não posso ser como tu.
Porque não sou tu.
Sou eu.
A diferença faz-me pequenina,
mas não posso ser grande,
porque és demasiado grande
e preenches tudo
e não há espaço para mim.
Não sobra nada.
Só eu e a tua riqueza.
Nem notas em mim
Nem vês a minha pequenez.
Mas eu vejo.
Mas eu sinto.
A tua riqueza faz-me sentir pequenina.
Eu sou eu.
Sei disso.
Mas é tão difícil ser eu,
quando és grande
quando mostras ser rico,
quando me tornas nada na tua importância.
Não posso ser eu,
mas não posso ser como tu.
Porque não sou tu.
Sou eu.
A diferença faz-me pequenina,
mas não posso ser grande,
porque és demasiado grande
e preenches tudo
e não há espaço para mim.
Não sobra nada.
Só eu e a tua riqueza.
Nem notas em mim
Nem vês a minha pequenez.
Mas eu vejo.
Mas eu sinto.
9 de outubro de 2009
Aula de Introdução ao Estudo da Literatura
"Será melhor chamar-lhe, então, reunião de várias componentes vivas, movidas por um espírito único. As componentes vivas são as palavras, as imagens, os ritmos. O espírito é a vida que as habita quando tudo converge para a mesma finalidade. É impossível dizer o que acontece primeiro, se são as diferentes partes a surgir se é o espírito que as comanda. Mas se qualquer uma delas estiver morta... se, no acto de ler, algumas das palavras, das imagens, dos ritmos, não contiverem vida em si... então o novo ser fica mutilado e o espírito doente. É por isso que, enquanto poeta, cada um deve certificar-se de que todas as componentes sobre as quais se pode exercer controlo, as palavras, as imagens, os ritmos, existem coisas como coisas vivas."
TED HUGHES, O fazer da Poesia
Hoje, na minha aula de Introdução ao Estudo da Literatura, a minha disciplina favorita, debatemos o papel do poeta e a sua relação com as palavras. Ora esta relação mais não é do que uma relação entre o criador e a matéria prima, ao passo que o falante comum apenas se serve das palavras, como se estas fossem um prolongamento do seu corpo, dos seus sentidos.
E a nossa relação com as palavras qual é?
TED HUGHES, O fazer da Poesia
Hoje, na minha aula de Introdução ao Estudo da Literatura, a minha disciplina favorita, debatemos o papel do poeta e a sua relação com as palavras. Ora esta relação mais não é do que uma relação entre o criador e a matéria prima, ao passo que o falante comum apenas se serve das palavras, como se estas fossem um prolongamento do seu corpo, dos seus sentidos.
E a nossa relação com as palavras qual é?
2 de agosto de 2009
De regresso ^^
Allô!!
Há tanto tempooo! Pois é... Após o pedido de variadíssimas famílias (ui ui!!)cá me apresento eu de novo, depois de um curto espaço de tempinho (mais a atirar para o longo, mas ninguém se chateia!).
Tenho andado afastada das lides cibernáuticas, como já é bom de ver! Acabei a escola, exames,´começo de férias, preparação para a escola superior de teatro, exames da escola superior de teatro, namorar, cinemas, voluntariado, mais namoro :P, resultados da escola superior (nada gostosos), novos resultados da escola superior (nada satisfatórios, mas lá deu para passar à fase seguinte :D). E pronto, tem sido isto...
Muito sofrimento!! Então não é que passei mais de duas semanas para saber os belos dos resultados da escola superior? Morte às pessoas que inventaram estes exames (no mínimo ridículos)! Prova de corpo (expressão dramática) compreende-se, prova de improviso/interpretação/monólogo também, prova de voz ainda é naquela, mas prova de entrevista é para o suicídio! Em moldes gerais é para avaliar a competência cultural do indíviduo que ali se apresenta a querer ser actor. Eu entendo que seja necessário estabelecer diferenças entre os vários candidatos (este ano 200 a concorrer a 21 vagas). Mas o que me interessa a mim saber a vida do Spielberg ou o filme que tornou célebre o Tom Hanks? E se apenas sei tudo sobre a Comuna e a carreira artística do sr. João Mota, a teoria do espaço vazio, a vida do Peter Brook atribuem-me 11??? Entao? É teatro, minha gente!! Para começar, chegamos lá e a prova é colectiva! Todos julgavamos que seríamos chamados 1 a 1 para um questionário, mas não! É ali ao molho, 1 a 1 à frente dos outros para nos achincalharem e humilharem! Depois são antipáticos e com cara de jurí dos ídolos. Mesmo quando uma pessoa dá a resposta certa acha sempre que está errado. Para quê, meus senhores? Uma pessoa já não está nervosa que baste? Já não se sente uma formiga no meio daquela gente toda entendida e intelectual? Já para não falar que se conhecem todos e estabelecem entre si um códiogo que (ainda) me é alheio... É extraterrestrês para mim! E vá lá! Lá consegui passar com média de 10, mesmoooo no limite :)
Bom, me despeço! Beijinhos maltinha ^^
Boas férias
Há tanto tempooo! Pois é... Após o pedido de variadíssimas famílias (ui ui!!)cá me apresento eu de novo, depois de um curto espaço de tempinho (mais a atirar para o longo, mas ninguém se chateia!).
Tenho andado afastada das lides cibernáuticas, como já é bom de ver! Acabei a escola, exames,´começo de férias, preparação para a escola superior de teatro, exames da escola superior de teatro, namorar, cinemas, voluntariado, mais namoro :P, resultados da escola superior (nada gostosos), novos resultados da escola superior (nada satisfatórios, mas lá deu para passar à fase seguinte :D). E pronto, tem sido isto...
Muito sofrimento!! Então não é que passei mais de duas semanas para saber os belos dos resultados da escola superior? Morte às pessoas que inventaram estes exames (no mínimo ridículos)! Prova de corpo (expressão dramática) compreende-se, prova de improviso/interpretação/monólogo também, prova de voz ainda é naquela, mas prova de entrevista é para o suicídio! Em moldes gerais é para avaliar a competência cultural do indíviduo que ali se apresenta a querer ser actor. Eu entendo que seja necessário estabelecer diferenças entre os vários candidatos (este ano 200 a concorrer a 21 vagas). Mas o que me interessa a mim saber a vida do Spielberg ou o filme que tornou célebre o Tom Hanks? E se apenas sei tudo sobre a Comuna e a carreira artística do sr. João Mota, a teoria do espaço vazio, a vida do Peter Brook atribuem-me 11??? Entao? É teatro, minha gente!! Para começar, chegamos lá e a prova é colectiva! Todos julgavamos que seríamos chamados 1 a 1 para um questionário, mas não! É ali ao molho, 1 a 1 à frente dos outros para nos achincalharem e humilharem! Depois são antipáticos e com cara de jurí dos ídolos. Mesmo quando uma pessoa dá a resposta certa acha sempre que está errado. Para quê, meus senhores? Uma pessoa já não está nervosa que baste? Já não se sente uma formiga no meio daquela gente toda entendida e intelectual? Já para não falar que se conhecem todos e estabelecem entre si um códiogo que (ainda) me é alheio... É extraterrestrês para mim! E vá lá! Lá consegui passar com média de 10, mesmoooo no limite :)
Bom, me despeço! Beijinhos maltinha ^^
Boas férias
25 de fevereiro de 2009
desconstruindo...
Porque nem tudo o que construimos permanece firme, estou em processo de desconstrução. Tem de ser, é o melhor. Para mim.
Percebi que nunca passou de um "nós" imaginário e só meu. Nunca passasaste de fantasia ou sonho que pensei real.
Mas mesmo assim, o vazio apodera-se de mim. Preenche-me um vento, um frio percorre-me enquanto me gela.
Percebi que nunca passou de um "nós" imaginário e só meu. Nunca passasaste de fantasia ou sonho que pensei real.
Mas mesmo assim, o vazio apodera-se de mim. Preenche-me um vento, um frio percorre-me enquanto me gela.
19 de novembro de 2008
^^
André Sardet - Adivinha O Quanto Gosto De Ti
Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas nem sei o que escrever,
sinto as pernas a tremer quando sorris para mim, quando deixo de te ver...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como hei-de contar,
até já fiz um avião com um papel azul,mas voou da minha mão...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Quantas vezes parei à tua porta,
quantas vezes nem olhaste para mim,
quantas vezes eu pedi que adivinhsses, o quanto eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas nem sei o que escrever,
sinto as pernas a tremer quando sorris para mim, quando deixo de te ver...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como hei-de contar,
até já fiz um avião com um papel azul,mas voou da minha mão...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
Quantas vezes parei à tua porta,
quantas vezes nem olhaste para mim,
quantas vezes eu pedi que adivinhsses, o quanto eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...
10 de novembro de 2008
castelos de areia...
" - Por favor... Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava [...], mas não tenho tempo. Tenho amigos por descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é preciso fazer?
- É preciso teres muita paciência, Primeiro sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada [...] todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto..."
"Principezinho", Saint - Exupéry
Acordei de mau-humor. Já ouviram falar na terapia de ler? Pois bem... Impelida pela vontade de me sentir bem disposta, quis reler "O principezinho". É daqueles livros que tenho sempre à mão. Pela sua simplicidade, mostra-nos a verdade da vida.
Acima encontra-se o meu excerto preferido, é nele que aprendemos a contruir uma (relação de)amizade.
Uma relação pode ser difícil de contruir, como um castelo de areia. Primeiro começa frágil, com pequenos grãos que voam à primeira brisa. Depois, com o tempo, vamos juntando condimentos (no castelo de areia, água por exemplo) até se tornar daquela areia dura e sólida, aquela que se encontra à beira-mar. Aí, quando passa de frágil a areia dura, mesmo com a maior das ventanias, o castelo não desaba. E mesmo que os grãos se queiram começar a soltar, lá estaremos nós, com a pá sempre à mão, para os voltar a juntar.
- Eu bem gostava [...], mas não tenho tempo. Tenho amigos por descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é preciso fazer?
- É preciso teres muita paciência, Primeiro sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada [...] todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto..."
"Principezinho", Saint - Exupéry
Acordei de mau-humor. Já ouviram falar na terapia de ler? Pois bem... Impelida pela vontade de me sentir bem disposta, quis reler "O principezinho". É daqueles livros que tenho sempre à mão. Pela sua simplicidade, mostra-nos a verdade da vida.
Acima encontra-se o meu excerto preferido, é nele que aprendemos a contruir uma (relação de)amizade.
Uma relação pode ser difícil de contruir, como um castelo de areia. Primeiro começa frágil, com pequenos grãos que voam à primeira brisa. Depois, com o tempo, vamos juntando condimentos (no castelo de areia, água por exemplo) até se tornar daquela areia dura e sólida, aquela que se encontra à beira-mar. Aí, quando passa de frágil a areia dura, mesmo com a maior das ventanias, o castelo não desaba. E mesmo que os grãos se queiram começar a soltar, lá estaremos nós, com a pá sempre à mão, para os voltar a juntar.
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