25 de fevereiro de 2009

desconstruindo...

Porque nem tudo o que construimos permanece firme, estou em processo de desconstrução. Tem de ser, é o melhor. Para mim.

Percebi que nunca passou de um "nós" imaginário e só meu. Nunca passasaste de fantasia ou sonho que pensei real.

Mas mesmo assim, o vazio apodera-se de mim. Preenche-me um vento, um frio percorre-me enquanto me gela.

19 de novembro de 2008

^^

André Sardet - Adivinha O Quanto Gosto De Ti

Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas nem sei o que escrever,
sinto as pernas a tremer quando sorris para mim, quando deixo de te ver...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.

Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...

Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como hei-de contar,
até já fiz um avião com um papel azul,mas voou da minha mão...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.

Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...

Quantas vezes parei à tua porta,
quantas vezes nem olhaste para mim,
quantas vezes eu pedi que adivinhsses, o quanto eu gosto de ti.

Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
e é tão bom viver assim...

10 de novembro de 2008

castelos de areia...

" - Por favor... Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava [...], mas não tenho tempo. Tenho amigos por descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é preciso fazer?
- É preciso teres muita paciência, Primeiro sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada [...] todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto..."

"Principezinho", Saint - Exupéry

Acordei de mau-humor. Já ouviram falar na terapia de ler? Pois bem... Impelida pela vontade de me sentir bem disposta, quis reler "O principezinho". É daqueles livros que tenho sempre à mão. Pela sua simplicidade, mostra-nos a verdade da vida.
Acima encontra-se o meu excerto preferido, é nele que aprendemos a contruir uma (relação de)amizade.

Uma relação pode ser difícil de contruir, como um castelo de areia. Primeiro começa frágil, com pequenos grãos que voam à primeira brisa. Depois, com o tempo, vamos juntando condimentos (no castelo de areia, água por exemplo) até se tornar daquela areia dura e sólida, aquela que se encontra à beira-mar. Aí, quando passa de frágil a areia dura, mesmo com a maior das ventanias, o castelo não desaba. E mesmo que os grãos se queiram começar a soltar, lá estaremos nós, com a pá sempre à mão, para os voltar a juntar.

6 de outubro de 2008

Recomeço...



Manta Rota, Algarve

Começo por pedir desculpa por não vir cá há tanto tempo.
Sinto-me como se tivesse começado a escrever num diário, mas depois não continuasse (penso que já vos aconteceu!!).

Bom, já começou mais um ano lectivo! Espero que as férias tenham sido boas e que tenham entrado todos com o pé direito no regresso escolar! :)
Para mim, este vai ser o último ano naquela escola e, ironicamente, já começo a sentir saudades (sim, eu sei, lamechices minhas!!). Ainda ontem me estava a habituar àquela escola, a aprender a andar de transportes públicos, a lidar com a liberdade e com um ritmo totalmente novo e hoje já estou a um passo da faculdade!

Para o ano que vem vou tentar entrar na Escola Superior de Teatro e é por esse motivo que não tenho vindo aqui! Encontro-me em ensaios para uma nova peça, desta vez uma peça infantil de Natal que não tarda em estrear. Vou integrar elenco "itinerante" (que vai circular pelas escolas) ao passo que haverá também o fixo, só lá na Casa do Artista. Comecei em ensaios mal cheguei de férias e por esse motivo está a ser um início de ano... diferente! Horário novo, ensaios todas as noites da peça, término de algumas actividades minhas e stand-by de outras, mas a vida é feita de escolhas e eu escolhi de acordo com as minhas actuais prioridades.

Prometo que postarei com mais regularidade (ou pelo menos, vou tentar!)

Beijinhos grandes,
Joaninha =)

PS: Não podia acabar este post sem mencionar um blog recente de uma grande amiga minha, uma futura grande cinematográfica do nosso país 8ainda vão ouvir falar muito dela!). Se tiverem curiosidade, espreitem: movimento7arte.blogspot.com

1 de junho de 2008

Crianças...

Voa lá no alto
A bolinha de sabão
Leva consigo a infância
Carregada de imaginação.

Sobe, sobe o balão
Sendo como as crianças a crescer
Vão evoluindo de dia para dia
Qualquer dia já estão a ler!

Aprendo tanto com elas
Estão-me sempre a cativar
Partilho as alegrias do dia
A elas me irei sempre dar,

Porque me merecem de corpo alma
Merecem todo o meu coração
Trabalho duro, mas compensa
Dar-lhes sempre a mão.

Chego a casa cansada
Mas também muito feliz
Será este o meu futuro?
Porque é que isso ninguém me diz?

Vou-me dedicando às crianças
Nestas minhas férias
Com elas estou todos os dias
Brincando e tendo conversas sérias.

Pureza e malandrice:
Inocência singular
Para os perigos não estão avisadas,
Só querem é sempre brincar!

Meigas, ternas e verdadeiras
Assim são as crianças.
Delas me irei sempre recordar
Encheram já a minha vida de lembranças.

Ensino músicas e brincadeiras
E delas retenho os sorrisos
Com simplicidade e satisfação
Dou os abraços que forem precisos!

4 de maio de 2008

MÃE...


Ser MÃE é ser o pilar,
Que suporta a construção,
Conjugando o verbo “amar”,
Com a umbilical união.

3 de maio de 2008

És especial, sabes porquê?

Pelo canto do olho, visualizei-te em mais uma das tuas saborosas escritas. A tua cara, expressando um imenso prazer, cingia-se aos teus olhos, que reviam as escritas já dispostas no teu caderninho, do qual dependes. Sei reconhecer quando precisas de desabafar. Ou talvez penso saber. Quando num momento da tua perfeita simplicidade escreves, logo demonstras uma intíma satisfação. Ninguém compreende esse teu prazer. Talvez porque não depende de nada como tu da escrita...
Agarras a caneta com que escreves, como o oleira agarra o seu barro, o seu instrumento de ofício e de expressão. Pegas numa ideia que te aflora a mente, ainda em bruto e transformas, criando um vaso novo. As linhas do papel do teu caderno são como pautas, onde dispões mais uma das tuas melódicas reflexões, memórias ou histórias imaginadas. Como por um toque mágico, letras surgem no papel, desenhando com a tinta que recheia a caneta em que pegas, movimentos circulares. Quando isto acontece, o Mundo pára. Não há Universo à tua volta, só tu e a escrita.
Quando escreves não existe mais nada, porque toda a gente está no movimento ondulante da caneta sobre o papel. Letras surgem, palavras e frases revelam no que pensas. Pões-te no papel sob forma de palavras. Como o consegues, não sei. Como que através de pózinhos encantados, entras num mundo novo e único, só teu, criado por ti, interdito a todos, mas conhecido até do mais distraído. Ora sorris, ora te comoves. Ora fazes sorrir, ora comoves. Às vezes páras. E tudo volta ao normal. Respiras e o Mundo volta a girar sobre si e sobre o Sol. Tu olhas-me e esboças-me um sorriso só teu, também ele único, como aliás é tudo onde estás. Transformas à tua chegada, à tua passagem. Percebo nos teus olhos quando sentes que concluiste. Depois, relês o que escreveste. Às vezes, não continuas, achas ridículo tudo o que escreveste. Outras vezes, recomeças e concluis onde havias terminado e novamente o Mundo volta a parar. Os relógios dos outros continuam, mas o teu não. Estagna no tempo, num tempo só dele e teu. Porque no teu mundo não há horas, nem minutos, nem segundos...
Como me irei recordar sempre de ti! Fazes imaginar como será o teu mundo, que tanta paz e calma te dá. Tenho um parecido, sabes? Mas não escrevo, represento antes o que outros escreveram, onde sou o que outros imaginaram, sinto o que outros querem que eu sinta, digo o que outros pensaram para eu dizer. Rio e faço rir, choro e faço chorar. Concentro-me no público e no que sentem quando sinto. Como tu te concentras no que crias. A caneta apodera-se de ti, invade-te e já nem dás por ti, já nem te sentes, já nem sabes de ti.
Quando finalmente pensas que concluiste, regozijas-te e passas aquela folha, recomeças a escrita. E lá te volto a visualizar, pelo canto do olho, em mais uma das tuas saborosas escritas...