6 de outubro de 2008

Recomeço...



Manta Rota, Algarve

Começo por pedir desculpa por não vir cá há tanto tempo.
Sinto-me como se tivesse começado a escrever num diário, mas depois não continuasse (penso que já vos aconteceu!!).

Bom, já começou mais um ano lectivo! Espero que as férias tenham sido boas e que tenham entrado todos com o pé direito no regresso escolar! :)
Para mim, este vai ser o último ano naquela escola e, ironicamente, já começo a sentir saudades (sim, eu sei, lamechices minhas!!). Ainda ontem me estava a habituar àquela escola, a aprender a andar de transportes públicos, a lidar com a liberdade e com um ritmo totalmente novo e hoje já estou a um passo da faculdade!

Para o ano que vem vou tentar entrar na Escola Superior de Teatro e é por esse motivo que não tenho vindo aqui! Encontro-me em ensaios para uma nova peça, desta vez uma peça infantil de Natal que não tarda em estrear. Vou integrar elenco "itinerante" (que vai circular pelas escolas) ao passo que haverá também o fixo, só lá na Casa do Artista. Comecei em ensaios mal cheguei de férias e por esse motivo está a ser um início de ano... diferente! Horário novo, ensaios todas as noites da peça, término de algumas actividades minhas e stand-by de outras, mas a vida é feita de escolhas e eu escolhi de acordo com as minhas actuais prioridades.

Prometo que postarei com mais regularidade (ou pelo menos, vou tentar!)

Beijinhos grandes,
Joaninha =)

PS: Não podia acabar este post sem mencionar um blog recente de uma grande amiga minha, uma futura grande cinematográfica do nosso país 8ainda vão ouvir falar muito dela!). Se tiverem curiosidade, espreitem: movimento7arte.blogspot.com

1 de junho de 2008

Crianças...

Voa lá no alto
A bolinha de sabão
Leva consigo a infância
Carregada de imaginação.

Sobe, sobe o balão
Sendo como as crianças a crescer
Vão evoluindo de dia para dia
Qualquer dia já estão a ler!

Aprendo tanto com elas
Estão-me sempre a cativar
Partilho as alegrias do dia
A elas me irei sempre dar,

Porque me merecem de corpo alma
Merecem todo o meu coração
Trabalho duro, mas compensa
Dar-lhes sempre a mão.

Chego a casa cansada
Mas também muito feliz
Será este o meu futuro?
Porque é que isso ninguém me diz?

Vou-me dedicando às crianças
Nestas minhas férias
Com elas estou todos os dias
Brincando e tendo conversas sérias.

Pureza e malandrice:
Inocência singular
Para os perigos não estão avisadas,
Só querem é sempre brincar!

Meigas, ternas e verdadeiras
Assim são as crianças.
Delas me irei sempre recordar
Encheram já a minha vida de lembranças.

Ensino músicas e brincadeiras
E delas retenho os sorrisos
Com simplicidade e satisfação
Dou os abraços que forem precisos!

4 de maio de 2008

MÃE...


Ser MÃE é ser o pilar,
Que suporta a construção,
Conjugando o verbo “amar”,
Com a umbilical união.

3 de maio de 2008

És especial, sabes porquê?

Pelo canto do olho, visualizei-te em mais uma das tuas saborosas escritas. A tua cara, expressando um imenso prazer, cingia-se aos teus olhos, que reviam as escritas já dispostas no teu caderninho, do qual dependes. Sei reconhecer quando precisas de desabafar. Ou talvez penso saber. Quando num momento da tua perfeita simplicidade escreves, logo demonstras uma intíma satisfação. Ninguém compreende esse teu prazer. Talvez porque não depende de nada como tu da escrita...
Agarras a caneta com que escreves, como o oleira agarra o seu barro, o seu instrumento de ofício e de expressão. Pegas numa ideia que te aflora a mente, ainda em bruto e transformas, criando um vaso novo. As linhas do papel do teu caderno são como pautas, onde dispões mais uma das tuas melódicas reflexões, memórias ou histórias imaginadas. Como por um toque mágico, letras surgem no papel, desenhando com a tinta que recheia a caneta em que pegas, movimentos circulares. Quando isto acontece, o Mundo pára. Não há Universo à tua volta, só tu e a escrita.
Quando escreves não existe mais nada, porque toda a gente está no movimento ondulante da caneta sobre o papel. Letras surgem, palavras e frases revelam no que pensas. Pões-te no papel sob forma de palavras. Como o consegues, não sei. Como que através de pózinhos encantados, entras num mundo novo e único, só teu, criado por ti, interdito a todos, mas conhecido até do mais distraído. Ora sorris, ora te comoves. Ora fazes sorrir, ora comoves. Às vezes páras. E tudo volta ao normal. Respiras e o Mundo volta a girar sobre si e sobre o Sol. Tu olhas-me e esboças-me um sorriso só teu, também ele único, como aliás é tudo onde estás. Transformas à tua chegada, à tua passagem. Percebo nos teus olhos quando sentes que concluiste. Depois, relês o que escreveste. Às vezes, não continuas, achas ridículo tudo o que escreveste. Outras vezes, recomeças e concluis onde havias terminado e novamente o Mundo volta a parar. Os relógios dos outros continuam, mas o teu não. Estagna no tempo, num tempo só dele e teu. Porque no teu mundo não há horas, nem minutos, nem segundos...
Como me irei recordar sempre de ti! Fazes imaginar como será o teu mundo, que tanta paz e calma te dá. Tenho um parecido, sabes? Mas não escrevo, represento antes o que outros escreveram, onde sou o que outros imaginaram, sinto o que outros querem que eu sinta, digo o que outros pensaram para eu dizer. Rio e faço rir, choro e faço chorar. Concentro-me no público e no que sentem quando sinto. Como tu te concentras no que crias. A caneta apodera-se de ti, invade-te e já nem dás por ti, já nem te sentes, já nem sabes de ti.
Quando finalmente pensas que concluiste, regozijas-te e passas aquela folha, recomeças a escrita. E lá te volto a visualizar, pelo canto do olho, em mais uma das tuas saborosas escritas...

12 de abril de 2008

E tu, o que serias?

Se fosse um mês: Julho
Se fosse um dia da semana: Sábado
Se fosse uma hora do dia: 25h00
Se fosse uma direcção: aos zigue-zagues
Se fosse um móvel: uma estante
Se fosse uma bebida: água
Se fosse um pecado: a gulaSe fosse uma pedra: uma cheia de cores
Se fosse uma árvore: uma árvore muito forte e alta, que albergasse em si uma casinha de madeira
Se fosse uma fruta: melancia
Se fosse uma flor: um malmequer
Se fosse um clima: quente, cheio de Sol
Se fosse um instrumento musical: uma guitarra
Se fosse um elemento: a água
Se fosse uma cor: branco
Se fosse uma criatura fantástica: uma sereia
Se fosse um insecto: uma formiga
Se fosse um som: o dedilhar de uma guitarra, um riso
Se fosse uma música: uma melodia instrumental, calma e única
Se fosse um sentimento: melancolia, alegria
Se fosse uma personagem da mitologia grega: não conheço mitologia grega, nem sei os nomes, mas seria a deusa do teatro (existe? XD)
Se fosse uma comida: bacalhau (de qualquer maneira: à bras, à gomes de sá, até cozido!)
Se fosse uma palavra: melancolia
Se fosse um lugar: um palco
Se fosse um sabor: chocolate
Se fosse um cheiro: a pão acabadinho de fazer, quentinho
Se fosse um verbo: representar
Se fosse um objecto: uma borracha
Se fosse uma parte do corpo: as unhas
Se fosse uma expressão facial: o choro
Se fosse uma personagem de desenho animado: Heidi
Se fosse um filme: "Chocolate"
Se fosse um número: 13
Se fosse uma estação: o Verão
Se fosse um acento: o til (~)
Se fosse um sinal de pontuação: o ponto de interrogação (?)
Se fosse uma peça de calçado: umas sandálias
Se fosse um acessório: um brinco
Se fosse um adjectivo: feliz
Se fosse um gesto: olhar
Se fosse um tique: arrumar
Se fosse um quadro: um desenho da minha irmã

19 de março de 2008

Teatro...

Pois é... Estas férias têm sido diferentes.

Para quem ainda não sabe, estou a fazer uma peça de teatro: 'À Procura de Shakespeare'. Tenho tido ensaios todas as noites e tenho andando um pouco ausente do resto do mundo, porque não se trabalha só no palco, também é muito importante o trabalho depois em casa (revisão de textos e intenções, ensaios em frente a espelho...). Estou a fazer de Ofélia (da peça Hamlet).



A peça encontra-se em cena no Teatro Armando Cortez (Casa do Artista), todos os Sábados, às 22 horas. Quem quiser saber mais vá a http://www.aprocuradeshakespeare.blogspot.com/



Espero ver-vos lá! Divulguem aos vossos contactos sff.



Beijinhos e desejem-me sorte =)

5 de março de 2008

Olhares...

Olhaste-me. Olhei-te
de volta, sem hesitar.
A tua beleza singular cativou-me,
logo após a troca do nosso olhar.

Bondade, humildade,
ternura, nunca hão-de escassear em ti.
Tens medo de fracassar,
por isso não queres amar.

E tão bom! Sentir
calor, quando te vejo,
imaginar o teu beijo,
sorrir ao teu gracejo.

Não me olhaste. Não te olhei
de volta, hesitante.
Cativaste-me de instante,
cativaste-me, amante.